o caderno obscuro
não sou eu , dizes - quem escreve , como se a mão fosse um rumor do corpo, o abismo apressado não sou eu, dizes - quem escuta, o ouvido no pulso, o verso sem nome no caderno obscuro não sou eu, dizes - quem faz tremer os sonhos onde o chão líquido aprende a cair acordas - a noite intacta, pesada, um animal deitado sobre o peito gritar? O grito esqueceu- se de ti dizes - não há palavras e logo depois há - mas quem encontra letras num quarto submerso? e então escreves esses esp...