correspondências
Entre o real e o oculto,
há uma porta sem nome -
cada verso, uma chave,
cada símbolo, uma casa,
ecos de um mundo que
se afasta mal se aproxima,
véu que se abre
para mostrar
o assombramento de outro véu.
E, assim, se escreve como
se escrever fosse abrir portas -
como quem pudesse atravessá-las.